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Artigos

Os abusos emocionais embutidos na publicidade

Fervilhou nos meios de comunicação a propaganda, com roupas íntimas, realizada pela top model Gisele Bündchen. A modelo aparece no comercial dando informações ao marido sobre fatos ocorridos. São três diálogos que descrevo: “(1) …amor estourei meu cartão de crédito e também o seu; (2) mamãe vem morar conosco; (3) bati seu carro…”. Enfatiza, a peça publicitária, que o jeito ERRADO de dar a notícia é vestida e o CERTO é com roupas íntimas.

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Visão psiquiátrica da renúncia de Jânio

A renúncia de Jânio Quadros provocou uma mudança política nos rumos do País, nos levando para uma ditadura militar. Renunciou 204 dias após assumir o poder e até hoje tentamos entender o fato.
Vou lembrar aos mais jovens o que aprontou o presidente nesse curto período de governo. Tomou atitudes estranhas, como proibir o desfile de maiô nos concurso de miss (apesar de ser mulherengo), as brigas de galos e as corridas de cavalos em dias úteis. Planejou a anexação da Guiana Francesa e acabou brigando com a maioria dos parlamentares, inclusive os aliados. Não teria dormido na noite anterior à renúncia e, ao clarear do dia, disse para a mulher e alguns assessores a seguinte frase: “A conspiração está em marcha, mas vergar eu não vergo”. Outro desabafo: “Com este Congresso não posso governar”. Depois da renúncia permaneceu um dia inteiro com a faixa de presidente no peito. Viajou de navio cargueiro para a Europa.

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Confraria para Morrer

Tenho ouvido de muitas pessoas o seguinte: – Se eu estiver em uma situação de fim da vida degradante, vegetativa ou em um coma irreversível quero que antecipem minha partida, que não me deixem sofrer.

Quando escuto este desabafo, penso em quem, lá na frente, irá acolher  este pedido? Possivelmente, ninguém dará atenção à vontade desta pessoa, caso venha se deparar com a situação referida.

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Treinador de Futebol

Passei toda vida ouvindo essa declaração dos treinadores de futebol: – Aqui ninguém se mete, quem escala o time sou eu. Sempre achei bizarra  essa afirmação. O que aconteceria com um gerente de uma empresa dizendo para o diretor: – Aqui mando eu, ninguém se mete na minha área! Provavelmente, seria demitido na hora.

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Elogiar…

Os terapeutas utilizam na terapia, com muita freqüencia,  um recurso que se chama NEUTRALIDADE. Esta neutralidade  significa não se meter na vida do paciente, seja dando opiniões, conselhos ou coisas do gênero e esconde um distanciamento entre o terapeuta e o paciente. A neutralidade, no entanto, pode ser boa para os terapeutas se esconderem atrás dela e se manterem longe do paciente.

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Comunicação virtual: aproxima ou afasta?

Que o aumento do tráfego das idéias, a ausência da distância geográfica e a facilidade de acesso modificaram o mundo, isso é fato!  Tudo coexiste e tudo está mais ao alcance de todos. É a chamada popularização dos meios de comunicação.  Podemos utilizar a tecnologia para aumentarmos nossa rede de amigos, para trocar informações, para trabalhar, entre várias outras atividades. Entretanto, é  importante utilizá-la com sabedoria. 

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O alto preço da Doença Mental

Quando falamos de doença mental com certeza nos ocorre lembrar  dos loucos, dos que estão “fora da casinha”. De fato, a loucura é o pior e o mais grave estágio do adoecimento emocional. É o caso do massacre dos alunos da escola no Rio de Janeiro. Tudo indica tratar-se de um esquizofrênico que cometeu essa barbárie conduzido pelos seus delírios e alucinações.

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Perdas Afetivas

Tenho observado na prática psiquiátrica e no convívio social com amigos e familiares, a nossa profunda dificuldade em lidar com perdas afetivas. Em maior ou menor proporção, todos sofremos com a perda de objetos, animais de estimação, expectativas pessoais ou incapacidade de alcançar os objetivos traçados e especialmente com a perda de pessoas próximas.

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