(51) 30194545 .(51) 3226-2225

          (51) 30192225     

 (51) 999816995

 

 

          (51) 30194545 .(51) 3226-2225

          (51) 30192225     

 (51) 999816995

 

 

Artigos

Entrevista à Revista Sempre Bem

Para o psiquiatra Nélio Tombini, a depressão, na maioria das vezes, está mais ligada a um descuido das pessoas em relação à sua saúde emocional do que a problemas químicos ou neurológicos.

Quais são os primeiros sinais da depressão?
A dor e a febre são fundamentais para as pessoas permanecerem vivas. Sem elas, poderíamos ter doenças graves sem que percebêssemos, e isso seria uma catástrofe. O mesmo acontece com a tristeza e a ansiedade. Quando a mente não está bem, começamos a ficar abatidos, e se não fizermos nada a tendência é que esse quadro evolua para uma depressão, um transtorno de ansiedade ou alguma outra patologia.

Todos os casos exigem medicação?
A depressão tem várias caras, e nem sempre isso significa que o paciente tenha que tomar remédios.  É claro que existem razões ligadas à química cerebral, que pode deprimir mesmo que a vida não esteja tão ruim. Nesses casos, os medicamentos têm uma função muito importante. Mas a depressão também pode ser causada por um descuido em relação à vida. Ela vai se acentuando ao longo dos anos. E caso os antidepressivos não ajudem, é fundamental pensar na terapia, que é uma ajuda pela percepção dos conflitos emocionais.

A depressão pode se manifestar por meio de sintomas físicos?
Sem dúvida. Há casos de pessoas jovens que desenvolvem problemas como dores musculares, fadiga, dor de cabeça e distúrbios do sono, mas que, mesmo sendo avaliados por bons médicos de várias especialidades, não conseguem descobrir a razão do sofrimento. Mas quando se analisa sua vida emocional, descobre-se, por exemplo, que estão passando por várias dificuldades familiares e afetivas. Quando não estamos bem emocionalmente, nosso corpo dá sinais.

Que tipo de comportamento costuma entristecer e gerar sofrimento emocional nas pessoas?
Vários, mas o desejo de controle é o mais danoso. Muitas vezes nos achamos mais importantes do que realmente somos e queremos ter controle sobre a vida das pessoas mais próximas. O problema é que não temos controle nenhum. Temos que deixar os outros seguirem seus próprios caminhos. Isso gera um segundo problema: a culpa. Nossa cultura coloca a culpa num pedestal. No entanto, há muitos fatores que não podemos controlar, e não adianta ficar se culpando. Isso acontece com muitos pais, que acham que têm um controle sobre a vida dos filhos que na realidade não têm. A culpa realimenta os problemas emocionais.

Tentamos viver hoje uma felicidade ideal?
Temos uma tendência a idealizar as pessoas, os relacionamentos ou as profissões que não são as nossas. O problema é justamente o fato de os ideais serem colocados fora de nós. Sempre idealizamos algo externo, um emprego dos sonhos, o relacionamento perfeito, a casa ideal. Isso geralmente causa abatimento, porque tendemos a não valorizar o que temos. Precisamos acolher as coisas como elas são. Buscar o crescimento profissional, pessoal ou material é importante, mas precisamos ter em mente que o bem-estar passa por valores e satisfações com quem somos. Temos que procurar viver a felicidade possível.

Entrevista publicada na Revista Sempre Bem Panvel, edição de Agosto/11, disponível para leitura na íntegra emhttp://www.panvel.com/SempreBem

 

Envie seu comentário

Envie seu comentário e contribua com este artigo.

Voltar