Agende já a sua consulta!

www.facebook.com/psicobreve

(51)3012 -8384 / (51) 30194545

(51) 3019-2225 | (51) 3226-2225

Agende já a sua consulta!

www.facebook.com/psicobreve

(51)3012 -8384 / (51) 30194545

(51) 3019-2225 | (51) 3226-2225

Artigos

A FACE MAIS SUTIL DA VINGANÇA

        Ao falarmos de vingança, lembramos do ato consciente de fazer algo nocivo para alguém que nos causou sofrimento. Em 1780 a.C., a vingança já era autorizada na Lei de Talião, do Código de Hamurabi: olho por olho, dente por dente.

        É interessante escrever uma outra forma de vingança, que é surda e sutil, mas compromete muito o bem-estar e a capacidade de se ter uma vida prazerosa: ela está vinculada ao desejo de mandar uns nos outros. É quando alguém acha que manda, e a outra pessoa faz de conta que obedece.

        O desejo de controle ou de mandar é um mecanismo arraigado nas relações humanas. Darei alguns exemplos onde a tentativa de controlar o outro está presente. Um é quando o marido quer que a mulher se vista do jeito que ele deseja: ela aceita, mas com o tempo, passa a não ter desejo sexual por ele. Outra é quando os pais que tentam mandar na vida do filho porque acham que sabem o que é o melhor para ele: como resposta, poderão ter um filho dependente e inseguro, que precisará dos pais para tudo.

        Mais alguns exemplos claros: a criança quer dormir no quarto dos pais, porque tem medos, e os pais se submetem. Este filho poderá crescer cheio de temores e grudado nos pais, não se mostrando competente para cuidar de sua vida. O treinador de um time de futebol escala um atleta numa posição que ele não gosta de jogar: o jogador irrita-se e agride o adversário num lance bobo e é expulso. Ou os pais que se acham culpados pela dependência química de um filho não tomam nenhuma atitude, autorizando-o a seguir doente, e assim todos viverão mal na família.

        Todas as situações citadas mostram um desejo de controle e uma aparente submissão, mas surge uma vingança inconsciente e retaliadora. Essa vingança é um sentimento maléfico, que consome e imobiliza o nosso pensar e causa estrago em nossas vidas. E o mais perigoso é que não temos a consciência de sua presença.

        Para que surjam possibilidades de que nos livrarmos destas amarras, a psicoterapia pode ser um excelente instrumento. Por que somente nos conhecendo e tendo a consciência de todas nossas fraquezas, emoções e temores, conseguiremos reagir melhor ao que a vida nos apresenta, com muito menos chances de adoecer emocionalmente.

♦ A vingança pode ser inconsciente e retaliadora. É um sentimento maléfico, que imobiliza o pensar e causa um estrago em nossas vidas.”

 

Envie seu comentário

Envie seu comentário e contribua com este artigo.

Voltar