Como enfrentar a angústia e a ansiedade durante a realização do Trabalho de Conclusão de Curso?

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Ao se aproximar da reta final do curso de graduação se avizinha o grande terror de todos os universitários: o trabalho de conclusão. Fonte de grande angústia e insegurança, transformada em ansiedade e agitação, tira o foco da meta proposta: terminar a faculdade. O que será que acontece por trás de toda essa mobilização?

Afinal, foram feitos vários trabalhos durante o curso, tanto individuais quanto em grupo. Vários fatores contribuem para esse nervosismo. Primeiramente é necessário considerar que a tecnologia que tantos benefícios traz, deixa os alunos um pouco preguiçosos: desacostumam-se a pensar, a refletir sobre assuntos que pela internet encontram prontos. Com isso, diminuem sua capacidade de síntese, de colocar suas ideias de forma clara e objetiva. Passam a duvidar de seus argumentos e ficam indecisos quanto às suas considerações.

Por outro lado, existe o fato de que será este o último momento em que paira sobre o aluno a benesse de alguma “irresponsabilidade estudantil”, do “vou deixar pra depois”… A partir de então iniciará sua caminhada profissional, a disputa por um lugar no mercado de trabalho, a concorrência com os colegas, a competição nem sempre ditada pela competência. Competência essa que é colocada num pódio muito alto e que muitas vezes não alcançam devido a um perfeccionismo e exigências exageradas que os impede de raciocinar com clareza e expressar suas ideias.

O primeiro passo para mudar este estado emocional quanto ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é ler. É preciso informação a partir de fontes fidedignas que façam os alunos pensarem, que acrescentem e os ensinem a questionar quais argumentos serão válidos na elaboração do texto. O passo seguinte é escrever. Colocar no papel as ideias que lhes vêm à mente, esboçar argumentações e críticas que os façam chegar às devidas conclusões.

A insegurança que permeia todo este processo é fruto da nossa necessidade de agradar, de sermos aceitos. Todos precisamos de aprovação e neste caso, urge um trabalho bem feito. Isto só será possível se os alunos aprenderem a confiar mais nas suas capacidades, nas suas aptidões que minimamente devem ter desenvolvido durante o curso de graduação. Façam deste momento que parece tão assustador uma oportunidade de revelar o quanto podem ser combativos na busca de seus objetivos, porque todos irão precisar disso ao longo de seu percurso profissional. É preciso reaprender a todo instante, muitas vezes reformular conceitos, como forma de crescer na profissão. Se os alunos se deixam paralisar pelo medo de falhar, de não fazer um trabalho perfeito, diminuem sua capacidade de buscar alternativas melhores para um desempenho satisfatório. Isso pode causar uma imobilidade emocional que lhes dá a sensação de não conseguir sequer pensar.

Portanto mãos à obra… O que dá trabalho não é construir esse trabalho. O que dá trabalho é viver mal, sentindo-se incapaz. E viver bem significa enfrentar nossos fantasmas internos que nos deixam inertes e nos exaurem, para que assim tenhamos a energia psíquica e a coragem necessárias para realizar o que for preciso para nosso desenvolvimento pessoal.

Marisa Lubisco
Psicóloga
CRP 07/06183


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